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Como a Inteligência Artificial está mudando o mundo

Atualizado: 30 de mai.

Se você acha que a inteligência artificial irá mudar o futuro, você está errado. Ela já está mudando o presente.


Cada pesquisa que fazemos no Google, os carros semi-autônomos da Tesla e os sistemas de recomendação do Youtube, Spotify ou Netflix já envolvem complexos sistemas de inteligência artificial. Mas isso ainda é só o começo.


Nesse post, vamos mostrar como a inteligência artificial é uma tecnologia antiga, por que ela ganhou tanta relevância nos últimos anos e como ela está transformando diversos setores, de saúde a educação, e por que ela irá mudar completamente o futuro.



Por que agora?


Inteligência artificial consiste basicamente na capacidade de computadores pensarem inteligentemente, ou seja, derivar conclusões a partir de raciocínio lógico. Embora pareça, isso está longe de ser novo - Alan Turing em 1950 já questionava que, se nós humanos podemos utilizar informações e nossa capacidade de raciocínio para tomar decisões, por que máquinas não poderiam fazer o mesmo? O próprio laboratório de inteligência artificial do MIT foi fundado em 1959. Desde então, a tecnologia passou por diversos momento de hype e desilusão. Mas por que somente nos último anos que a Inteligência Artificial finalmente deslanchou?


A resposta está principalmente na capacidade de armazenamento e processamento de informações. Por décadas, nossos computadores ainda eram muitos fracos para poderem de fato realizar operações complexas de inteligência artificial.

Já atualmente, um iPhone é muito mais potente do que os computadores que levaram o homem à lua, por exemplo.


Além disso, estamos produzindo uma quantidade de dados como nunca antes na história. 90% dos dados do mundo foram gerados nos últimos 2 anos apenas. E é justamente essa grande quantidade de dados que são o principal requisito para se treinar os sistemas de machine learning, ou aprendizagem de máquina - o tipo de inteligência artificial que tem justamente explodido e permitido o desenvolvimento de sistemas cada vez mais inteligentes.


Vamos agora explorar exemplos de como esses sistemas têm transformado diversos segmentos como:

  • Educação;

  • Transporte;

  • Engenharia e design;

  • Saúde;

  • Investimentos.

Educação


Já pensou se o seu professor ou até mesmo seus pais soubessem o quanto você presta atenção em sala de aula?


Embora pareça no mínimo “desconfortável” - é justamente isso que o governo Chinês tem testado em algumas das suas escolas. Cada aluno recebe um dispositivo que é acoplado na cabeça e que mede o nível de concentração a partir da captura de sinais elétricos emitidos pelo cerébro. A partir disso, o dispositivo aciona uma luz que indica visualmente o nível de concentração de cada estudante, além de enviar as informações em tempo real para uma base dados. Com isso, tanto o professor quanto os pais podem acessar paineis que mostram exatamente o nível de concentração de cada aluno em diferentes momentos o dia.


Embora a ideia seja bastante controversa e definitivamente levante questões de até onde a inteligência artificial deveria poder ir, aparentemente os resultados tem sido positivos, com alunos de fato mais focados e obtendo melhores notas.


Além disso, ainda que você seja contra tanta “invasão de privacidade”, esse é um tipo de tecnologia que poderia muito bem ser adotada para identificar métodos de ensino mais eficientes ou escolher melhores professores.


Transporte


Não é segredo para ninguém que os CFCs não irão sobreviver para sempre. Em algum momento no futuro teremos veículos completamente controlados por inteligência artificial, que sequer precisarão de volantes, acabando totalmente com a tortura de escutar às aulas teóricas de direção.


Em uma escala de 5 níveis de autonomia de veículos, onde 1 representa algum tipo de auxílio automático, como aceleração ou frenagem, e o nível 5 representa autonomia total, os veículos mais avançados atualmente, como a Tesla ou a Waymo, são classificadas entre os nível 2 e 3.


Mas quando teremos veículos no nível 5 de autonomia? Existem grandes divergências no setor. Enquanto alguns acreditam que isso pode acontecer já nos próximos anos, outros ainda veem esse como um cenário distantante, que ainda levará algumas décadas.


Qualquer que seja a resposta, embora ainda possamos estar longe de vermos veículos totalmente autônomos na rua, mesmo o nível atual já é muito mais seguro do que um humano no controle para a maior parte dos cenários do dia-a-dia.


E aí, você confiaria na inteligência artificial para levá-lo ao trabalho ou fazer uma grande viagem?


Engenharia e design


As ferramentas de design tem evoluído nos últimos anos, passando de apenas representações em 2D para verdadeiras simulações 3D que permitem explorar e antever problemas, e dificuldades de construção, por exemplo. Mas a maior parte dessas ferramentas ainda são totalmente passivas - elas mostram somente aquilo que nós explicitamente pedimos que seja feito.


Inteligência artificial irá mudar isso completamente. Ferramentas de design generativo serão capazes de sugerir mudanças, otimizar estruturas e simular uma série de variações para encontrar o design perfeito.


Ferramentas como essas já foram utilizadas para elaborar o design de drones, de peças de aviões, rodas de veículos de corridas, planejamento urbano de cidades e até mesmo obras de arte.


Saúde


Outro campo repleto de transformações devido a inteligência artificial é o da saúde.

Com os avanços recentes em inteligência artificial, parece possível que os dias de diagnósticos equivocados e tratamento de sintomas de doenças, em vez de sua causa raiz, fiquem para trás. Os dados gerados em clínicas e armazenados em registros médicos eletrônicos permitem mais aplicações de inteligência artificial e medicina baseada em dados de alto desempenho. Esses aplicativos mudaram e continuarão a mudar a maneira como médicos e pesquisadores abordam a solução de problemas clínicos.


Diversos sistemas já conseguem observar imagens de radiografia e identificar células cancerígenas com muito mais precisão que médicos experientes. Recentemente, Elon Musk anunciou que a Neuralink, uma das suas empresas, desenvolveu um chip que pode ser implantado no cérebro de qualquer pessoa de maneira rápida e simples e que poderá no futuro restaurar completamente o movimento corporal de pessoas que sofreram lesões na coluna cervical, armazenar e até mesmo repetir memórias passadas, eliminando o Alzheimer e diversas outras condições neurológicas, como depressão, perda de visão, insônia, convulsões, entre outros.


Além disso, inteligência artificial tem sido amplamente utilizada por empresas no mundo todo para o desenvolvimento de vacinas para o coronavirus. Esses sistemas são capazes de realizar milhões de simulações e indicar as alternativas que parecem mais promissoras, com maior probabilidade de sucesso de realmente curarem a doença.


Investimentos


É verdade que o investidor mais rico do planeta, Warren Buffett, fez fortuna utilizando métodos fundamentalistas para escolher ações - ou seja - Buffett preocupava-se apenas com a qualidade do negócio, e não com a variação de curto-prazo dos preços das ações.

No entanto, o fundo de investimentos de maior sucesso da história utiliza uma abordagem muito diferente. A Renaissance technologies, fundada pelo vencedor do premio Nobel de Matemática Jim Simons, foi um dos primeiros a utilizar a estratégia de “Quant trading” - negociações operadas completamente por sistemas computadorizados.


Simons recrutou alguns dos cientistas mais brilhantes do mundo e foram pioneiros no uso de inteligência artificial para extrair padrões no mercado de ações e realizar negociações completamente automatizadas. O Medallion Fund, fundo de maior sucesso do Renaissance tem um retorno médio de 66% ao ano antes das taxas de desempenho. Para fins de comparação, a média anual de Warren Buffet é de menos de 20% ao ano!


Desde sua fundação em 1988, o Medallion nunca teve um ano sequer de retornos negativos. Inclusive, mesmo neste ano, em plena pandemia de coronavirus, em que grande parte dos ativos se desvalorizaram, até metade de abril o fundo reportava ganhos de 24% no ano.


Hoje em dia, já existem milhares de fundos que utilizam inteligência artificial para operar ativos na bolsa de valores


O Futuro da Inteligência Artificial


Segundo Stephen Hawking - a inteligência artificial pode ser a melhor ou pior de todas as invenções humanas. Existe ainda grande controvérsia sobre o quão perigosa essa tecnologia pode ser tornar.


Por enquanto, os sistemas de inteligência artificial existentes ainda são extremamente específicos, ou seja conseguem aprender e tomar decisões somente em relação ao que foram especificamente treinados. O sistema de recomendação de filmes da Netflix, só é capaz de recomendar filmes. Um carro da Tesla, só é capaz de dirigir. Esses sistemas são completamente inofensivos.


No entanto, com o aumento exponencial da disponibilidade de dados e da evolução dos algoritmos de inteligência artificial, é provável que um dia teremos sistemas tão inteligentes quanto qualquer humano e que possam aprender literalmente sobre qualquer assunto, o que se chama de inteligência artificial geral. A partir desse momento, uma análise científica digna de um prêmio Nobel, que costuma demorar anos para ser descoberta, poderá ser feita por sistemas em questão de dias. O nível de prosperidade possível que humanidade viveria seria impensável.


Por outro lado, nada impediria um sistema de inteligência artificial resolver construir um exército de robôs e declarar guerra aos seres humanos. Elon Musk é um dos grandes nomes altamente preocupados com situações desse tipo de cenário.


O momento em que esse tipo de superinteligência puder ser desenvolvida é denominado de singularidade - a partir desse instante, não temos ideia do que pode acontecer à raça humana: prosperidade absoluta ou caos total. Mas isso é assunto para um outro vídeo.


Faça parte do grupo de otimistas ou pessimistas, uma coisa é fato: o ritmo de evolução que você vê hoje será o mais lento que verá para o resto da sua vida.


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